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múltiplas acções concretizadas são elementos centrais que fazem da Rede de Bibliotecas Escolares um referencial para outros projectos em outras áreas de intervenção. Este parece ser o momento indicado para, simbolicamente, virar uma página e dar início a uma nova fase marcada por uma mais efectiva institucionalização do programa. Uma medida central para este efeito é o da estabilização do corpo técnico que assegura o funcionamento das bibliotecas. Para a consolidação e dinamização do programa da Rede de Bibliotecas Escolares, o Ministério da Educação pretende formalizar, a partir de 2007, o lugar de professor-bibliotecário. A integração das bibliotecas escolares no projecto educativo depende do seu funcionamento como plataformas de mobilização e de resposta às necessidades das escolas, em particular no complemento à formação curricular e integração dos tempos não lectivos dos alunos. A concretização desta função implica uma política de recursos humanos valorizadora das suas competências pedagógicas, por um lado, e profissionais, por outro. A exigência é dupla: primeiro, o professor-bibliotecário deve ser capaz de fazer da biblioteca um prolongamento da sala de aula, articulando actividades e conteúdos curriculares e pedagógicos com outros docentes ou órgãos de gestão da escola; segundo, deve também dispor de competências que lhe permitam gerir de forma qualificada o espaço, o equipamento e os recursos vários da biblioteca. Do seu trabalho continuado e inovador, mobilizando outros docentes para que coloquem o livro no centro da actividade lectiva, depende boa parte da criação, nas crianças e jovens, não apenas de hábitos de leitura, mas de trabalho continuado e de disciplina metódica - elementos potenciadores da melhoria do desempenho escolar dos alunos e do seu desenvolvimento cognitivo e cultural. O trabalho realizado nesta área pode constituir-se como um referencial para a modernização do sistema educativo por dois motivos. Por um lado, em muitas escolas, e em particular nas mais antigas, a biblioteca, quando integrada na Rede, constitui não raras vezes o único espaço verdadeiramente modernizado, seja do ponto de vista do equipamento, seja do ponto de vista organizacional. Neste sentido, ela pode facilmente funcionar como um exemplo dos níveis de qualidade que as escolas devem atingir nas mais variadas áreas e valências. Num momento em que a modernização do parque das escolas secundárias constitui uma aposta séria do Ministério da Educação para esta legislatura, o trabalho produzido no âmbito da Rede de Bibliotecas Escolares dá-nos motivos para ser optimistas na capacidade de continuar a transformar as nossas escolas em espaços devidamente equipados e adequados aos desafios do futuro. Por outro lado, porque a dinâmica e as boas práticas geradas no âmbito do programa da Rede de Bibliotecas Escolares dependem de modo crucial do envolvimento directo e activo das escolas e dos seus actores. Todos os projectos dinamizados e colocados em prática são definidos por cada escola em função das suas capacidades e necessidades, e são o resultado de um processo de cooperação entre actores e agregação de interesses diversos que escapam a qualquer plano ministerial uniformizador das práticas locais. Estas práticas assentes num modelo de acção de “baixo para cima” constituem um capital de experiência mobilizável para uma necessária mudança da cultura organizacional das escolas, instituindo hábitos de trabalho colectivo, de gestão inteligente dos recursos e de envolvimento de actores diversos no sentido de melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem e, por conseguinte, os resultados escolares dos alunos. |

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o Ministério da Educação pretende formalizar, a partir de 2007, o lugar de professor-bibliotecário Ministra da Educação |
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O trabalho realizado nesta área pode constituir-se como um referencial para a modernização do sistema educativo por dois motivos. Por um lado, em muitas escolas, e em particular nas mais antigas, a biblioteca, quando integrada na Rede, constitui não raras vezes o único espaço verdadeiramente modernizado, seja do ponto de vista do equipamento, seja do ponto de vista organizacional Ministra da Educação |