É preciso ter a consciência dos desafios que a sociedade da informação coloca às bibliotecas, destacadamente o ambiente digital que hoje avança inexoravelmente como uma onda que vai progredindo a uma velocidade cada vez maior e que é preciso acompanhar para não soçobrarmos nela.
Maria Teresa Calçada - Coordenadora do Programa da Rede de Bibliotecas Escolares
Apesar das correntes pedagógicas, que desde meados do século XX, propunham novos modelos de aprendizagem, é sobretudo a partir dos anos 80 que, em Portugal, estratégias de ensino assentes na ideia de construção do conhecimento e de promoção de autonomia dos aprendentes ganham nova expressão.
A escola da Sociedade do Conhecimento tem que lidar com os desafios que as tecnologias da informação colocam às atitudes, hábitos e comportamentos informacionais dos jovens. Estes desafios decorrem de renovadas formas de acesso, uso, produção e comunicação do conhecimento, que permeiam diferentes niveis de acção: da aprendizagem formal à informal, ao lazer e à intervenção social.
Les CDI sont largement intégrés dans le paysage éducatif des établissements du 2° degré en France (collège et lycée), car depuis 1989, il est acquis que chaque établissement scolaire en est doté. Créée en 1974, la structure CDI coïncide avec l'émergence de nouvelles démarches pédagogiques, favorisant le travail autonome sur documents, et avec l'instauration du collège unique et donc l'arrivée d'un public scolaire plus diversifié.
Será que as Bibliotecas escolares podem ser, na escola, algo próximo das "novas praças públicas" de que fala Talscott (2008) - "locais de encontro movimentados onde os consumidores regressam para usufruir de experiências enriquecedoras e envolventes. Afinal as relações são a única coisa que não se pode transformar num produto"
Temos por vezes a impressão que nos confrontamos com o fim de uma ilusão. Acreditámos que para pôr toda a gente a ler, para resolver os problemas da leitura e da literacia, seria suficiente a alfabetização e a melhoria da oferta de recursos de leitura.
O contributo da biblioteca escolar (BE) pode ser estruturado em dois grandes eixos. O primeiro será o ensino da literacia da informação, isto é, o desenvolvimento da capacidade de transformar a informação em conhecimento, pois é reconhecido por todos que a abundância de informação e a facilidade de acesso à mesma não garante indivíduos mais bem informados; o segundo eixo de acção da BE será a promoção da transversalidade dos saberes, gerindo a inovação e a mudança, e contrariando a progressiva segmentação, simplificação e descontextualização dos recursos de informação disponíveis on-line.
No actual contexto de uma sociedade da informação, onde emergem novos paradigmas educacionais, e onde a amplitude das mudanças tecnológicas, a disseminação da informação, o desenvolvimento do digital, das redes físicas e virtuais favorecem a expansão das sociedades em rede, a consolidação de redes locais de bibliotecas afigura-se como imprescindível. Neste sentido, e no âmbito dos pressupostos do programa Rede de bibliotecas Escolares, apresentamos uma reflexão sobre dinâmicas colaborativas subjacentes à criação de Redes Locais de Bibliotecas, fazendo sobressair a importância do envolvimento das entidades locais em benefício de uma efectiva parceria. Motivo pelo qual, o texto que se apresenta, é também o resultado de opiniões escritas de alguns intervenientes nesses processos.
Reportagem fotográfica do Fórum RBE - 26 de Junho de 2009
Os alunos da Escola EB 2,3 de São Pedro do Sul apresentam a sua visão da biblioteca da escola.